13 de maio e o Esporte Clube Vitória (por Olavo José Oliva)

Trata-se de uma data significativa na história da sociedade brasileira e do primeiro passo rumo à igualdade racial. Há exatamente 121 anos, acontecia a abolição da escravatura no Brasil. Nesta data também estaremos comemorando o Dia das mães.

O 13 de maio, por tratar-se do 133º dia do ano é considerado pelas ordens secretas, esotéricas, filosóficas e místicas como sendo uma proporção áurea do ano.

No Brasil registra-se, igualmente, como Dia do automóvel, Dia da Fraternidade, Dia da estrada de rodagem, Dia do zootecnista e Dia do chefe de cozinha.

Nesta mesma data dois grandes clubes do futebol brasileiro foram criados: o Spot Club do Recife e o Criciúma Futebol Clube e, claro, o nosso glorioso ESPORTE CLUBE VITÓRIA.

Preocupa-me como torcedor e conselheiro o resultado do próximo BAVI a ser realizado no Estádio de Pituaçu, valendo pelo título baiano da temporada de 2012.

O jogo de ontem me deixou bastante aborrecido, em razão da mediocridade das duas equipes e pela postura pouco agressiva do Vitoria na busca pelo resultado.

Aquele era o nosso jogo!!. O jogo para reverter a vantagem do adversário. Para que eles entrassem amedrontados no ultimo jogo.

Não quero aqui adotar uma postura de "Pitoniza de Tebas" mas tenho a impressão que o titulo de 2012 foi perdido ontem. A Diretoria atual do EC VITORIA, de forma recorrente, guardará como mais um troféu do insucesso, além de tantos outros, (queda para série B, eliminação pelo Baraúnas, Botafogo da Paraíba, Colo Colo, Bahia de Feira, virada do São Caetano no ano passado etc.) e, já estou computando também, a perda do campeonato para o mais tradicional rival na data do seu aniversário.

Que presente para a torcida hein?

Mas será que tantas decepções nos últimos anos para os torcedores são frutos do acaso? Do destino?

Tenho a impressão que não.

O discurso adotado pelo presidente quando da queda do clube para a 2ª divisão, deixou clara a ausência de liderança para conduzir a nau rubro-negra. As constantes declarações no meio radio-televisivo à época de: "não ter dinheiro" e "quero deixar o Vitória devendo menos do que quando assumi", demonstram que as metas traçadas pelo dirigente maior levariam o clube para a série B. No meu modesto entendimento, meta para "dever menos" é meta de Diretoria Financeira e não de Presidente de clube.

Faltou visão de futuro, pois no ano seguinte as cotas de televisão foram revistas pela Rede Globo e o clube teve um orçamento em 2011 maior que o de 2010, ano do debacle. Bastava um pequeno investimento através de adiantamento de cotas futuras e poucas contratações para que o clube permanecesse na série A e não deixasse tão triste a torcida. Quem não se lembra que descemos para série B com o mesmo número de pontos que o Atlético de Goiás?

O papel do líder para subir esta montanha íngreme e difícil é de suma importância. O guia mor deve motivar a tropa e dar uma injeção de animo no grupo, pois se assim não for, a energia negativa se irradia por toda organização.

E o que exige uma organização de seu líder?

Cooperação e confiança mútua, tomada de decisão onde existe a competência. gerenciamento focado em resultado, avaliação de performance contínua e clara, comunicação franca, informações compartilhadas, trabalhar com emoções e argumentos em situações de conflito, fazer uso de diversas opiniões, argumentos e diferentes culturas, comprometimento com novas idéias, identificar e destacar méritos, compartilhar e desenvolver parcerias.

E finalmente:

Comprometimento com liderança. O líder precisa ter consciência da responsabilidade que carrega e da necessidade de estar comprometido com a liderança. Um adequado comprometimento com a liderança se reflete em uma equipe forte, que trabalha motivada e que entrega resultados.

Será que o nosso Esporte Clube Vitória está bem conduzido? Será que nosso presidente passa essa mensagem de otimismo para o grupo? Será que alcançaremos nossa maior meta este ano? Ou teremos mais um ano de desapontamentos?

Quanto ao campeonato baiano, entendo que já está perdido, a não ser que a estrela de Ricardo Silva brilhe mais uma vez e as declarações do técnico Falcão alardeando o Bahia campeão motive o grupo.

Pois se depender de liderança…

(Olavo José Gouveia Oliva é Auditor Fiscal do Estado da Bahia e conselheiro do Esporte Clube Vitória).

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Sobre rocharubronegro

Apenas um rubro negro apaixonado.

Publicado em maio 7, 2012, em Rocha. Adicione o link aos favoritos. 1 comentário.

  1. Caro Conselheiro Olavo, nós rubro-negros não temos a menor dúvida de que Aléxi Portela não demonstra liderança para comandar sequer um clube de futebol amador, quando mais para dirigir uma massa acostumada a vencer como é o Esporte Clube Vitória.

    Porém repudio sua atitude de atirar a toalha ao solo antes de iniciado o combate. Por estruturação social, todo rubro-negro é um vencedor e não pode externar publicamente uma fraqueza que não nos pertence.

    O Bahia, ao contrário de nós, não é forte em lugar nenhum. Não passa de uma Organização fraca em todos os sentidos, que age com muita ousadia, porque ninguém o enfrenta com a mesma energia. Paulo Carneiro, nestes momentos, faz muito falta. Mandava a nação rubro-negra pra cima dos “caras” e tome títulos!

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