Por que no dia do 113º aniversário do Vitória? Por Pedro Dorea*

Por que no dia do 113º aniversário do Vitória, entregamos o campeonato baiano a um adversário que não sabia o que era um título há 11 anos?

Não creio que devamos buscar culpados, mas sim responsáveis pelos recentes fracassos do Vitória como instituição. A perda do título do campeonato baiano de 2012 não pode, nem deve, ser vista como fato isolado.

Em um clube de futebol profissional que pretende ser respeitado no cenário local, nacional e internacional, como o Esporte Clube Vitória, os responsáveis, em primeira e principal instância, são seus dirigentes e também os conselheiros, dentre os quais me incluo.

São os dirigentes que elaboram o planejamento do futebol profissional no clube e apresentam ao Conselho que referenda o orçamento apresentado para executar o planejamento com a previsão de receitas e despesas do Clube para o exercício.

São os dirigentes que aceitam indicações e efetivam contratações de jogadores oriundas de parlamentares, empresários, conselheiros, lobistas, palpiteiros e radialistas, que ou nada entendem de futebol ou só analisam seus próprios interesses comerciais, muitas vezes causando enormes prejuízos ao clube. Basta relacionar os nomes dos jogadores não utilizados, embora religiosamente pagos pelo Vitória, que daria para formar um outro time.

De fato, nos últimos anos, o futebol profissional do Esporte Clube Vitória vem colecionando fracassos e humilhações acachapantes (rebaixamento de divisão, perdas injustificáveis de títulos baianos, derrotas incríveis dentro do Barradão, jogadores manifestando publicamente insatisfações com o clube, noticias de motim de atletas, enfim, problemas dos mais diversos na gestão de futebol profissional do clube).

Nos últimos tempos temos vivenciado momentos de enormes tristezas, incertezas e decepções causadas pelos últimos resultados aos torcedores mais fieis e o afastamento daqueles torcedores mais episódicos do Vitória.

O efeito danoso sobre as crianças e jovens torcedores do Vitória também é inevitável, pois percebo a vergonha das crianças no Barradão não pelas derrotas, mas pela forma que estamos sendo derrotados ultimamente. Os dirigentes do Vitória precisam tratar melhor os jovens torcedores, voltando faze-los sonhar de novo com um time que lhes dê orgulho.

Ora, se os responsáveis por este estado de coisas existem e estão devidamente identificados (os dirigentes) o que está sendo feito por eles para modificar tal situação?

A participação do Conselho Deliberativo do Vitória precisa ser mais demandada pelos atuais dirigentes. Lamentavelmente, os mandatários do clube tem se cercado de pessoas com posição pouco vanguardista no clube e não parecem entender que o futebol evoluiu e, como tudo na vida, se profissionalizou.

Estamos ficando para trás de forma muito rápida e tudo o que foi conquistado pelo clube, inclusive sob a gestão do atual presidente, ficará maculado pelos recentes e sucessivos fracassos do time de futebol.

Já me manifestei várias vezes sobre o notório desgaste do atual Presidente Alexi Portela, que, reafirmo, é uma pessoa séria e de bem, mas que não consegue exercer mais sua liderança plena sobre os destinos do clube.

Ao que parece, ele e seus seguidores não conseguiram enxergar que as mudanças no comando do clube são urgentes. Se não forem de pessoas, pois há um legitimo mandato a cumprir até 2013 (e Deus nos proteja até lá), que se modifique a postura da Diretoria e dos Conselheiros.

As reuniões do Conselho Deliberativo necessitam ser mais produtivas e ajudar mais o clube. O FUTEBOL PROFISSIONAL precisa ser discutido pelos Conselheiros (não me refiro a discutir contratações, mas a política de futebol profissional do clube). Vamos focar no que realmente nos preocupa e interessa neste momento. Tenho certeza que os Conselheiros vanguardistas anseiam muito por isto.

Como único registro positivo recente no futebol do Vitória, cabe registrar a forma voluntariosa, competente e vitoriosa da Diretoria, liderada por Epifânio Carneiro, da Comissão Técnica, coordenada por Carlos Amadeu, e os jogadores das Divisões de Base que superaram novamente o adversário e, apesar da vantagem, empataram uma e venceram a outra partida das finais do baiano de juniores.

Quem sabe ai está uma esperança de renovação no Vitória, até na necessária mudança na liderança do clube, que não mais representa a imensa maioria dos seus torcedores.

*Pedro Dorea – Bel. em Direito e Conselheiro do ECVitória.

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Publicado em maio 15, 2012, em Rocha. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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